quinta-feira, 17 de maio de 2018

Colecção Bonelli 6 - Tex: A Pista dos Fora-da-Lei

TEX E OS ÍNDIOS

Colecção Bonelli - Vol 6
Tex – A pista dos Fora-da-Lei
Argumento – Mauro Boselli e Claudio Nizzi
Desenhos – Carlos Gomez e Andrea Venturi
Quinta-feira, 17 de Maio
Por + 10,90€
Depois de um volume inaugural a cores, marcado pela diversidade de abordagens estéticas e narrativas, Tex regressa a esta colecção para um segundo volume, com duas histórias a preto e branco, de maior fôlego e cheias de acção, bem representativas da dimensão mais épica da personagem, escritas pelos principais argumentistas da série na actualidade, Mauro Boselli (que é também o editor) e Claudio Nizzi.

A primeira, A Pista dos Fora-da-lei, escrita por Mauro Boselli, com desenhos espectaculares do argentino Carlos Gomez, leva Tex, Kit Carson e Jack Tigre a seguir a pista de um bando de assaltantes de bancos, capitaneado por Ozzie Johnson, pelos Montes Gila, até Clifton, uma pequena povoação mineira. Aí, o confronto entre Tex e os seus pards e a quadrilha de Johnson (que tinha aproveitado para assaltar o Banco de Clifton) passa para segundo plano, face à ameaça de um bando de Apaches rebeldes, que decide atacar a povoação. Uma situação inesperada, que vem revelar uma nobreza de carácter por parte de Johnson e dos seus homens, que arriscam a vida para salvar as mulheres de Clifton, pouco habitual nas histórias mais antigas de Tex, marcadas por uma visão mais maniqueísta da realidade, onde os “maus da fita” não costumam ter redenção possível.
Mas, apesar das qualidades do argumento de Boselli, que remete Tex para um papel mais de observador, de modo a ter espaço para dar maior densidade psicológica às personagens secundárias, o ponto alto desta história é mesmo o trabalho superlativo de Carlos Gomez no desenho. Verdadeira estrela em Itália, graças à série Dago, onde substituiu, com grandes vantagens, Alberto Salinas (o filho do mítico desenhador de Cisco Kid, José Luís Salinas), Carlos Gomez - que já tinha brilhado em Na Trilha do Oregon, um Tex Gigante (os famosos Texones) que foi distribuído em Portugal em versão brasileira há 6 ou 7 anos - mostra mais uma vez que é um desenhador de mão cheia, com um traço tão dinâmico como pormenorizado, que dá aos rostos uma grande expressividade. Com um traço de um realismo impressionante e uma notável capacidade de planificar as cenas de acção, Gomez é também um mestre na criação de ambientes. Veja-se a sequência inicial à chuva, marcada por um espectacular trabalho de preto e branco.
Se na primeira história, os índios são a principal ameaça, na segunda história, O Assassino de Índios, eles são as vítimas de um misterioso assassino que aterroriza uma tribo de apaches Jicarilla, ao assassinar e escalpar mais de vinte indígenas. Uma ameaça misteriosa que só Tex e Kit Carson serão capazes de deter. Publicada originalmente no Almanaque Tex de 1996, esta história escrita por Claudio Nizzi, assinala a estreia de Andrea Venturi  - o desenhador de Johnny Freak, a inesquecível história de Dylan Dog que pudemos ler no terceiro volume desta colecção -  na série Tex.
E Venturi, que tão bem se saia a desenhar Dylan Dog, revela-se bastante à vontade na passagem para um género mais codificado como é o Western, confirmando as suas qualidades artísticas, ao serviço de uma história com contornos de inquérito policial, em que Tex descobre, ao mesmo tempo que o leitor, os motivos que levaram o misterioso assassino de índios a executar a sua vingança.
Publicado originalmente no jornal Público de 12/05/2018

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Colecção Bonelli 5 - Le Storie: Sangue e Gelo

O VERMELHO E O BRANCO

Colecção Bonelli - Vol 5
Le Storie – Sangue e Gelo
Argumento – Tito Faraci
Desenhos – Pasquale Frisenda
Quinta-feira, 10 de Maio
Por + 10,90€
Embora muita da sua popularidade derive do carisma das suas personagens famosas, como Tex, Dylan Dog, Júlia, ou Dampyr, para falar apenas das que os leitores portugueses tiveram oportunidade de descobrir nas semanas anteriores, a aposta da Bonelli não se limita às séries com personagens recorrentes. Basta ver Sangue e Gelo, o volume da série Le Storie, que preenche a quinta entrega desta Colecção dedicada à editora milanesa.
Uma nova série, sem personagens fixos, que recupera o conceito da mítica colecção Un Uomo, un’Avventura, uma das experiências editoriais mais prestigiadas da Bonelli, por onde passaram os maiores nomes da BD italiana, como Pratt, Manara, Crepax e Toppi, a quem foi dada total liberdade para escreverem e desenharem histórias sem heróis. É esse mesmo espírito que está presente em Le Storie, título criado em 2012 para acolher histórias complexas, bem contadas e melhor desenhadas, libertas dos constrangimentos habituais nas publicações clássicas da editora, tendo geralmente como pano de fundo um acontecimento histórico concreto. Um título por onde já passaram alguns dos melhores escritores e desenhadores italianos, como Claudio Nizzi, Mauro Boselli, Gianfranco Manfredi, Corrado Mastantuono, Paolo Bacilieri, Roberto Recchioni, Giovanni Freghieri, Bruno Brindisi ou Gampiero Casertano, sem esquecer Aldo di Gennaro, o ilustrador responsável pelas capas da série.
Ambientada em finais de 1812, na Rússia do Czar Alexandre I, Sangue e Gelo tem como ponto de partida a retirada do exército napoleónico, desgastado pela estratégia russa da “terra queimada”, deixando atrás de si centenas de milhar de homens à fome, que lutam pela mera sobrevivência num ambiente de gelo e horror. Contrários à ideia de se renderem a um destino aparentemente inelutável, os homens do capitão Lozère partem em busca de um pouco de pão e de um abrigo quente, na esperança de uma improvável salvação, acabando por ir ao encontro de um destino imprevisto, que mostra que há horrores ancestrais ainda piores do que os da guerra...
Escrita por Tito Faraci, que os leitores portugueses conhecem de Daredevil & Capitão América: Segunda Morte, álbum desenhado por Claudio Villa, um dos mais prestigiados Ilustradores da Bonelli e integrado na linha Marvel Transatlantico, Sangue e Gelo conta com arte de Pasquale Frisenda, o desenhador de Patagónia e O Segredo do Juiz Bean, duas aventuras de Tex publicadas recentemente em Portugal pela Polvo. Se essas duas histórias já deixavam perceber todo o talento gráfico e narrativo de Frisenda, aqui o trabalho do desenhador milanês é absolutamente superlativo e um perfeito exemplo de como o traço e a cor podem ser usados em termos tanto psicológicos como narrativos.
Assim, o branco da neve que cobre os campos gelados da Rússia é rasgado pelo vermelho do sangue e do fogo, cuja presença se vai tornando cada vez mais importante à medida que a história resvala para um horror sobrenatural. Uma descida ao coração das trevas magistralmente ilustrada por Frisenda que, de acordo com as necessidades da história, alterna entre o preto e branco de alto contraste, uma aguada de guache cinzento que mancha o branco da página e da neve e o vermelho que vai invadindo as páginas, numa perfeita articulação entre texto, imagem e cor.
Publicado originalmente no jornal de Publico de 05/05/2018

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Colecção Bonelli 4 - Julia: O Eterno Repouso

JULIA ESTREIA-SE EM PORTUGAL COM ARTE DE SERGIO TOPPI

Colecção Bonelli - Vol 4
Julia – O Eterno Repouso
Argumento – Giancarlo Berardi
Desenhos – Sergio Toppi
Quinta-feira, 3 de Maio
Por + 10,90€
A protagonista do quarto volume da colecção dedicada à editora Bonelli é Julia Kendall, uma criminóloga e professora universitária, que colabora com a polícia de Garden City – a cidade fictícia onde vive – utilizando os seus vastos conhecimentos para investigar os mais diversos casos de homicídio.
Criada em 1998 por Giancarlo Beradi – o criador do magnífico Western Ken Parker - com a colaboração de Luca Vannini na parte gráfica, a série tem um elemento que é comum a outros títulos da Bonelli: a utilização da imagem de actores de cinema famoso como ponto de partida para a criação gráfica dos heróis. Se no caso de Dylan Dog, o próprio Tiziano Sclavi indicou ao desenhador Claudio Villa o actor Rupert Everett como modelo para Dylan Dog, já Berardi vai bastante mais longe, com praticamente todas as personagens recorrentes da série a serem baseadas fisicamente em actores de Hollywood, começando logo pela própria Julia, cuja imagem é inspirada na actriz Audrey Hepburn, e por Emily, a sua empregada doméstica que tem as feições de outra actriz famosa, Whoopi Goldberg. 
Mas além da estreia de Julia, este livro assinala também o regresso de Sergio Toppi ao mercado nacional, depois do sublime Sharaz’De, publicado na primeira colecção dedicada à Novela Gráfica.
Sergio Bonelli e Toppi eram bons amigos e o desenhador colaborou por diversas vezes com o editor milanês. Uma colaboração que se iniciou em 1974, quando Bonelli contratou Toppi para este acabar de desenhar um Western que a morte de Rino Albertarelli deixara incompleta. Seguir-se-ia a participação na mítica colecção Un Uomo, un’Avventura, onde Bonelli conseguiu a proeza de juntar os mais prestigiados nomes dos fumetti italianos, de Hugo Pratt a Milo Manara, passando por Crepax, Buzzelli, Battaglia, e claro, Toppi, que entre 1976 e 1978 ilustrou os volumes, L’Uomo del Nilo, L’Uomo del Messico e L’Uomo del Paludi.
E se os interesses de Toppi estavam algo afastados das grandes séries da Bonelli, a sua amizade com o editor milanês fez com que colaborasse ocasionalmente com a editora da Via Buonarrotti, desenhando histórias para a Ken Parker Magazine, para dois números de Nick Rayder, em 1997 e 2001, uma história curta de Martin Mistère, que poderemos ler no volume 7 desta colecção, e esta história de Giancarlo Berardi para o nº 11 da revista Julia.
Uma história publicada originalmente em Agosto de 1999 e que chega finalmente aos leitores portugueses, numa cuidada edição, cujo formato e qualidade de impressão fazem justiça ao trabalho gráfico de Toppi, por oposição à edição brasileira da Mythos, em formato reduzido e papel de jornal, que passou de forma discreta pelos quiosques portugueses em 2006.
Dave McKean escreveu um dia que Toppi era “capaz de desenhar qualquer coisa e dar-lhe uma solidez e um sentido de movimento que a tornam ideal para contar histórias no formato da Banda Desenhada” e esta história de Julia vem dar-lhe razão. Ilustrando uma história sobre um misterioso assassinato num lar da terceira idade, Toppi segue fielmente o argumento de Berardi e a planificação habitual das séries da Bonelli, sem abdicar do seu estilo próprio, algo que é bem evidente na fabulosa sequência do pesadelo de Julia, que ocupa as páginas 48 a 53 do livro.
Publicado originalmente no jornal Público de 28/04/2018

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Colecção Bonelli 3 - Dylan Dog: A Saga de Johnny Freak

Tal como no volume anterior, o prefácio deste primeiro volume dedicado a Dylan Dog também é meu. Depois de Mater Morbi, é sempre um prazer voltar a escrever com espaço sobre um dos meus personagens de BD favoritos. Aqui vos deixo com o prefácio e com o texto que escrevi para o Público sobre este volume e que poderão ler clicando na imagem.

UM FREAK CHAMADO JOHNNY

Qualquer História da Banda Desenhada que o leitor consulte, assinala o ano de 1986 como um ano-charneira em termos da evolução da arte sequencial. Basta lembrar que foi nesse mesmo ano que foram publicadas obras absolutamente seminais como Maus, de Art Spiegelman, Watchmen, de Alan Moore e Dave Gibbons e O Regresso do Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller
Mas não foi só nos EUA que 1986 foi um ano marcante no que à BD diz respeito. Também em Itália as coisas estavam a mudar, com a publicação, em Setembro de 1986, de uma nova série da editora Bonelli. Uma série escrita por um escritor ainda à procura do seu primeiro sucesso, Tiziano Sclavi, e protagonizada por um detective vegetariano, com um passado de alcoolismo, que sofre de claustrofobia e vertigens e investiga casos sobrenaturais, Dylan Dog. Conforme escreveu o próprio Sclavi trinta anos depois, o primeiro número de Dylan Dog foi recebido com uma “enorme explosão de total indiferença”, ficando, em termos de vendas, no limite do cancelamento. Mas pouco a pouco, a série soube conquistar um público cada vez mais vasto, até se tornar um verdadeiro fenómeno, não só de vendas, mas também cultural. O grande trunfo de Dylan Dog foi conseguir chegar a um público bem mais abrangente do que os tradicionais fãs de BD (ou no caso italiano, dos fumetti) e conquistar leitores junto dos cinéfilos, dos intelectuais como Umberto Eco, dos cultores da literatura e do cinema de terror e, sobretudo, junto do público feminino, conquistando milhares de jovens leitoras - que não conseguiram resistir ao charme e às fragilidades, que aumentam esse charme, de Dylan Dog - algumas das quais, como Paola Barbato, Barbara Baraldi, Rita Porretto e Silvia Mericone, iriam passar décadas depois, de leitoras a escritoras das aventuras do detective do oculto. 
Em Portugal, Dylan Dog fez a sua estreia só em 2017, na terceira série da colecção Novela Gráfica, com Mater Morbi, uma história assinada por Roberto Recchioni, o actual responsável editorial da série, bem representativa dos diferentes caminhos trilhados recentemente pela personagem. Para a estreia de Dylan Dog nesta colecção dedicada à editora Bonelli, que vai também encerrar, a opção recaiu em Johnny Freak, uma história mais clássica, onde não falta o dedo do seu criador, Tiziano Sclavi.
Invariavelmente presente na lista das melhores histórias de Dylan Dog de todos os tempos, Johnny Freak foi publicado originalmente em 1993, no número 81 da revista mensal do detective do pesadelo. Contrariamente ao que era habitual nesta época, em que normalmente Tiziano Sclavi lançava a ideia-base para a história, que depois era desenvolvida por outros escritores, no caso de Johnny Freak, o processo foi o inverso. A ideia da história partiu do editor Mauro Marcheselli e coube a Sclavi desenvolver o argumento e os diálogos. Mas essa não é a única particularidade desta história, onde, por uma vez, os horrores sobrenaturais dão lugar a um horror bem real, de uma criança muda a quem são removidas cirurgicamente as pernas, um rim e um pulmão. Inspirada por um artigo sobre tráfico de órgão humanos no Brasil, que Marcheselli tinha lido numa revista, esta história de ficção teria confirmação na realidade mais de uma década depois, em 2005, com o célebre caso de James Whitaker, que foi gerado e nasceu expressamente com o objectivo de ser dador de medula para o seu irmão Charlie, afectado por uma doença degenerativa mortal.
Numa das raras entrevistas que deu, Sclavi, quando lhe perguntaram se se identificava com Dylan Dog, respondeu: “Nem com Dylan, nem com Groucho. Eu sou os monstros.” E essa identificação é bem evidente nesta história, em que o verdadeiro mal se esconde nas pessoas de boa aparência e o corpo deformado de Johnny esconde uma alma de artista e um coração de ouro.  Tal como os leitores, que não conseguiram resistir à fragilidade e à ternura de Johnny, o próprio Sclavi também não resistiu a alterar o final mais duro imaginado por Marcheselli, criando um novo final que, segundo o próprio, “foi escrito enquanto as lágrimas caiam sobre o teclado do computador”.
Essa emoção que Sclavi conseguiu transmitir à história, ajudou a que esta se tornasse um dos episódios mais inesquecíveis da série, mas seria injusto não referir o contributo decisivo do desenhador Andrea Venturi, cujo traço elegante e realista, a fazer lembrar Neal Adams, serve de forma admirável as diferentes nuances da narrativa.
Alternando um realismo dinâmico, com um traço mais onírico e expressionista quando reproduz os desenhos de Johnny, Venturi revela-se perfeito, tanto em termos gráficos como narrativos, para uma história com esta importância. Tratando-se de uma história escrita por Sclavi, não podiam falar as referências cinematográficas, sendo a mais óbvia, até pela alcunha que a imprensa dá a Johnny, ao filme Freaks, de Todd Browning, um clássico de 1932 cuja cassete vídeo o escritor emprestou a Andrea Venturi para que este o visse com atenção antes de começar a desenhar a história.
Se o sucesso de Johnny Freak tornava a sua continuação uma opção óbvia em termos comerciais, a forma como a história acabava, não deixava propriamente grande espaço para continuações… Daí que o trabalho de Marcheselli e Sclavi não fosse nada óbvio, nem fácil, o que só vem confirmar a grande capacidade, narrativa e criativa, destes dois grandes profissionais da escrita. Publicada originalmente em 1997, no número 127 da revista mensal, O Coração de Johnny reúne a mesma equipa de Johnny Freak, com a excepção do desenhador, pois Andrea Venturi tinha passado a desenhar a série Tex. Para o substituir, Sclavi escolheu um dos seus desenhadores favoritos; Giampiero Casertano, cuja cumplicidade com Sclavi é bem evidente na carta do escritor que reproduzimos no fim deste volume e que, não por acaso, seria também escolhido para desenhar Doppo un Lungo Silenzio, o regresso do escritor aos argumentos da série em 2016, por ocasião do trigésimo aniversário de Dylan Dog.
Senhor de um traço mais sombrio e caricatural do que Venturi, Casertano tinha um duplo desafio pela frente, pois tinha de se aproximar graficamente do desenho de Venturi nas várias cenas de flash-back que enchem a história, sem abdicar do seu estilo próprio e inconfundível, marcado por um muito conseguido jogo de sombras. A verdade é que o artista milanês, que para os desenhos de Johnny vai beber inspiração em Picasso e Bosch, conseguiu superar com distinção os dois desafios, conseguindo que, pelo menos em termos gráficos, esta continuação esteja perfeitamente à altura do original.

domingo, 22 de abril de 2018

Conversa com André Diniz sobre a BD no Brasil


Em Março do ano passado, por ocasião da segunda edição do Coimbra BD, onde teve uma exposição, o premiado autor brasileiro André Diniz passou por Coimbra e, além das actividades inerentes à mostra, participou também numa conversa na Faculdade de Letras, promovida pelo Instituto de Estudos Brasileiros, que tive a honra (e o prazer) de moderar, a convite do Professor Osvaldo Silvestre. Uma conversa/entrevista de quase uma hora, em que falamos sobre a Banda Desenhada (ou quadrinhos) no Brasil, detendo-nos mais no trabalho do André Diniz e, em especial, no Moro da Favela e em O Idiota, dois títulos que estavam em destaque na exposição que o Coimbra BD lhe dedico. Finalmente, mais de um ano depois, o vídeo dessa conversa está disponível na página do Instituto e também aqui, para os visitantes mais corajosos, que tiverem paciência para ouvir dois amigos a falar sobre Banda Desenhada durante quase uma hora...